3 anos sem colocar uma letra por aqui. É uma sensação gostosa e ao mesmo tempo dolorida ler tudo o que eu escrevi e me deparar comigo mesmo. Meu eu antes e meu eu agora. Alguns diriam que a diferença é gritante... É inegável que a maturidade vem, aos poucos mas vem. Porém essa diferença não é tão grande assim. Acho que a essência continua a mesma. A habilidade de escrita é que piorou.
Eleições! Há!! A piada nunca morre... a ignorância do povo continua... não, ela aumentou, se é que é possível. Desinformação deveria ser considerada um pecado capital! Ou talvez um mandamento
Não serás desinformado nem permitirás ser enganado por negligência à informação
é... ou não...
O cansaço da vida permanece. Acho que o meu espírito é bem velho, já não aguenta mais passar por essas vicissitudes todas. A tendência à melancolia também permanece, acho que faz parte da minha essência.
Lendo os post anteriores percebi como esse espaço se tornou um terapeuta virtual. Virou canto de desabafo e reencontro, apesar de todas as dores... Sendo assim, acho melhor aproveitar a oportunidade.
Aprendi umas duras lições esses últimos tempos. Aprendi a importância de coisas, à primeira vista, simples, mas que adquiriram um significado contundente na minha vida. Todos cometemos erros, grandes, pequenos, muitos, poucos etc... vira lugar-comum falar disso. Mas é fato que erros constituem material básico do aprendizado. E aprender na vida é dolorido, na maioria das vezes. Fica um gosto amargo...
Errar é inerente à nós, mas perdoar é algo praticamente superior. Errar é consequência de se estar vivo. Perdoar é uma escolha... e perdoar nunca é um erro. Eu perdôo, perdôo, perdôo.
A vida está cheia de preciosidades... (hummm sinto cheiro de clichê no ar, vou parar por aqui)
Uma boneca, por fora, aparentemente de porcela... linda, preciosa, muito preciosa. Mas quem sabe o que há dentro dela... uma coisa é certa, há mistério. Sempre há. E talvez, não seja essa a beleza da vida?
Ou talvez isso seja mais um reflexo do meu eu idealizador, que insiste em ser eu e não ser outra pessoa... Acreditei novamente em pessoas e, como já havia dito aqui, a decepção veio e foi dolorosa... Mas talvez não continue sendo. Preciso acreditar mais no mistério...
Talvez seja a única coisa que me salve...
Ainda sou um pensamante... Penso e amo muito. Faz parte do meu mistério...


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